Cada um escolhe por qual janela olhar

domingo, 30 de janeiro de 2011

A minha vontade de cada dia

Que para as segundas-feiras haja a lembrança de um bom domingo
Que para as terças haja a expectativa de um cinema na quarta,
e um almoço apertado entre as agendas
Que na quarta, se não houver cinema,
haja um telefonema inesperado
Na quinta, uma ida à ferinha, um café com chocolate
Que na sexta para aliviar o cansaço,
um braço no ombro e um forte abraço
E no sábado, Ah! No sábado,
Que neste dia eu tenha uma companhia para curtir uma tarde vazia,
para rir das tragédias e comédias da vida
E no domingo, acordar sorrindo por não ser sozinha
Que para cada dia haja amor
Mesmo que não seja o mesmo amor todo dia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Meu Deus

Deus, me desculpe por estar quase sempre reclamando da minha vida, e de meus pais. Me desculpe por muitas vezes ter perdido a minha fé. Me desculpe por só pedir e esquecer de agradecer. Mas obrigada por me proteger, por acreditar em mim e por estar sempre ao meu lado, e que sempre esteja.

Vida complicada, cheia de solidão e ninguem pra amar

1Corintios 6.12

"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine.

Eu estou silêncio. Ando em profunda quietude. Desconstruindo os impossíveis, reaprendendo o possível. De poesia tenho o pão quentinho que alivia o cansaço do dia e me faz acreditar que sempre há algo bom, pequeno ou grande. Eu estou ausência. Ando em profundo segredo e desgosto. Permito-me a poucos. Eu estou resignação. Ando em profunda humildade. Aceito da vida a incerteza dos dias e respiro a esperança de amar sempre melhor daqui a alguns minutos. Eu estou repouso. Ando em profunda melancolia. Mergulhada lá no fundo da alma. Inquieta, admiro os fatos surpreendendo-me sem sustos. Eu estou palavras. Ando em profundas citações. Coleciono aforismos e nao gargalho subjugando máximas. Troco de verdade todos os dias. Essa é a de hoje. Eu estou liberdade. Ando em profundo vazio. Experimento sabores e cores. Não tenho companhia. Eu estou cumplicidade. Ando em profundo não compartilhar. É carinho e seus sinônimos. Eu estou sem paciência. Ando em profunda espera. Vai passar. Caminho devagar. Estou voltando. Devagar, devagarzinho. Ando tão diminuitivo. Eu estou sentir. Ando emoções. Que se expandem, ganham proporções absurdas e depois se vão. Quase sempre com saudades. Eu estou diferenças. Ando me desconhecendo. E me reconhecendo, principalmente. Eu estou saudades. É meu termômetro favorito. E eu me sei amor. Eu estou resiliência. Ando sem resoluções. E faço-me despedida. Assim seja.

Linda Historia não pra mim

Faz alguns dias ela resolveu aceitar a companhia, a amizade e o carinho. Resolveu aceitar que passado a gente não esquece, mas presente a gente é que escolhe. Ela entendeu que problema que a gente inventa é a gente que resolve. E ela resolveu. Assumiu o afeto escondido (pois amor não se esconde, irremediavelmente). E decidiu aceitar. Depois de muito pensar ela decidiu dar uma chance a ele. E a ela, principalmente. Arrumou o coração e permitiu os prós de uma companhia, a despeito dos contras. É o preço do amor e ela resolveu pagar. Aceitou o sono compartilhado, aceitou as dificuldades e as delícias da companhia constante, aceitou dividir os planos, o cansaço e outras coisinhas. Amor quando acontece é assim: sem desculpas. Ela entendeu que alegria pode ser escolha e não sorte. E que quando a gente não encontra paz em alguém a gente se faz a paz de alguém. Ela descobriu que a gente pode ser o lugar de repouso que tanto procura. E ela anda toda feliz desde o dia que escolheu que assim seria! Ela aceitou, resolveu, decidiu: ia ser amada. E ponto final

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Não é uma história de amor.

Só ele. Ele é quem curte comigo todas as músicas, todos os comentários, quem percebeu as situações se encaixando. Ele. Ele, que seria minha Summer. Como a troca de papéis de Sid Vicius e Nancy. Just one guy. The one.

Não sei exatamente quantos dias se passaram desde o nosso primeiro dia, que ele lembra e eu não. Mas é muito mais de 500. Algo entre seis anos. Destes, aproximadamente quatro, que o abraço dele é o melhor abraço, que o beijo dele é o mais carinhoso, que a voz dele é a que eu mais gosto, que a companhia dele é a que eu mais desejo. Loucura, amigos - amigos, amores à parte. Mas ser amigo é amar.

Amo aquele sorriso largo, que diminui os olhos dele. Amo aquele cabelo negro e bagunçado. Amo aquela pele branquinha, quente. Amo aqueles dedos, delicados e fortes ao mesmo tempo. Amo porque só ele me entende quando nem eu me entendo. Amo porque só ele me chama da maneira que mais gosto de ser chamada. Amo porque sempre, sempre sentimos saudade um do outro. A gente se afasta para quando voltar ter desculpa para ficar minutos quietos e imersos um nos braços do outro. Amo porque gosto de ficar com ele sem fazer nada. Estar com ele já é tudo.

Amo tanto que o deixo livre. Amo tanto ter sempre ele pra amar que me satisfaço assim. Às vezes tento curtir alguém, ser feliz, sem ele. Mas ninguém me faz tão bem quanto ele. Ninguém tem os olhos tão doces, o sorriso mais meigo, a pele mais delicada, o sentimento mais sincero. Eu não duvido de uma palavra que ele diz. Confio nele de olhos fechados e coração aberto. Ele que já me conheceu na fase Tom, que me viu a última vez na fase Summer. Ele que me faz acreditar. Em tudo. Até em amor de cinema.

Essa é a história de um garoto que encontra uma garota. Não é uma história de amor.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário Paiinhooo

Pai, não sei se está interessado em ouvir algo sobre mim. Minha vida não tem muito a ver…com o estilo de vida que você aprova. Estou sempre mudando. Não por estar trabalhando para algo em particular…eu só quero me afastar das coisas que vão dar errado.

Robert Dupea, personagem de Jack Nicholson no filme “Five Easy Pieces” (1970).

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não é agora, não é a hora

Não é hora. Sei que já faz algum tempo que o fim chegou, mas não é o momento para um novo começo. Não, não é que ainda gosto dele. É que ainda gosto do que fomos. Da exceção que fomos. Era assim que a gente se chamava: exceção. Mas talvez fôssemos mesmo é “substitutos”, como naquele filme, Tudo acontece em ElizabethTown. Então, é o que eu disse, ainda não é hora. Porque não vejo claramente os meus erros. Mas já evoluí muito, consegui ver os acertos dele. Na verdade tenho medo de ver essa relação que passou com olhos de quem conhece ele, mais do que conheço a mim mesma. Tenho medo de olhar pra trás e descobrir um amor torto, mas verdadeiro.

Tenho medo de que eu é quem tenha feito sofrer, porque não sofri. E no fim sempre alguém sofre. Tenho medo de ter destruído sonhos puros que ele tinha, tenho medo que ele não entenda que eu precisava mais, e que eu queria mais dele, não de outro. Tenho medo de olhar pra trás e querer aquilo tudo de volta, mesmo as brigas mais ridículas. Tenho medo de tentar recordar demais a verdade, e lembrar o cheiro dele, a voz dele, o sorriso dele. Tenho medo de descobrir o amor, quando eu achei que ele nem tinha existido. Eu fico agindo assim sabe? Como quem está bem, e às vezes estou mesmo, mas nem sempre. Enquanto numa mesa qualquer eu e meus amigos rimos, eu imagino que ele nunca estaria ali comigo, ficaria sempre uma presença ausente. Mas aí eu vou pra casa, e não tenho para quem dizer: já cheguei, dorme bem. Te amo. Não se pode ter tudo na vida alguém me diz. E eu pergunto: Mas e amor e liberdade é possível?

Eu enganei. Eu disse no início que eu queria liberdade, mas depois queria me prender nos braços dele. Eu tenho medo, porque agora é exatamente o que eu quero de novo, um amor livre. E se eu começar algo e depois perceber que quero me prender de novo? É, você tem razão, eu sou muito confusa. Não sei o que quero, quem quero, como quero. Por isso que eu digo: Não é a hora. Qualquer pessoa que aparecer agora – porque sempre aparece – não vai ser boa. Porque eu não estou boa. Não tenho disposição pra isso de esperar alguém ligar, a janelinha da pessoa subir na tela do computador, um sms doce no meio da tarde. Não tenho disposição para tentar encontrar horários, descobrir um lugar bom pros dois. Eu quero mesmo é ficar em casa, curtir um filme, aproveitar meu novo edredon. É verão, eu sei, mas não consigo dormir sem edredon! Viu, só? Além de tudo, inteligente, divertido, que me acompanhe aos domingos, ele ainda tem que dormir de edredon no verão. Mais complicado impossível. Ah! Se esse alguém não existir, tudo bem. Às vezes penso mesmo que não conseguiria dividir a vida com ninguém. Ela sempre foi só minha. Pode aparecer, e pode não aparecer. Mas eu ficaria feliz se eu soubesse exatamente o que eu quero, já evitaria possíveis dores e enganos.

É que ainda não é a hora mesmo. Eu vezenquando acordo pensando que amor não existe. Só é amor mesmo de mãe e filho, nem no de pai eu acredito muito. Mas também tem outros dias que eu acordo achando que tudo exala amor. O abraço do amigo, o sms da amiga, o e-mail da ex-professora. Mas é especialmente por um motivo: eu não sei o que é amor. Eu?!
Hoje foi um dia assim, com poucas palavras. minhas. e tantas vezes são os silêncios que dizem mais...minha vida tão vazia e solitária, com tantas pessoas ao meu redor e eu continuo sozinha.
Deus, se junta a mim e me tras paz.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2º. Cronicas 7:14

Deus, eu sei o que tenho de fazer, mas não posso faze-lo sem Você. Então me ajude, por favor. Eu preciso de Você.Amem “.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vida vazia e 2 corações solitários e um medo que levo pra sempre

"Eu demoraria mais o meu olhar no teu, se não fossem o passado, as mágoas, a alma encardida. Eu demoraria mais o meu olhar no teu, se não fossem as brigas, as palavras mal-ditas, o "passou-da-conta-agora-chega". Eu demoraria mais o meu olhar no teu, se não fossem as cartas rasgadas, a música esquecida, a falta de compreensão. Eu demoraria mais o meu olhar no teu, se não fosse o medo de me ver refletida bem dentro, bem fundo dos teus olhos, como aquela velha cigana, um dia, contou ao ler minha mão."