Incrível como algumas coisas deixam marcas, e até parece que foram marcadas à ferro, porque você ainda as sente.”
Caio F.
domingo, 17 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
FC
Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade."
FC
Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada."
Chuvaaa
Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Segunda Apaixonada
São os olhos, exatamente os olhos, que eu mais ouço. A vida tem me ensinado, ao longo da jornada, que as palavras muitas vezes mentem.Os olhos, geralmente, não desmentem o que diz o coração.
Reencontroo
E quando ela o abraçou e sentiu o calor que vinha do seu corpo teve certeza que ainda o amava além de seus limites escondido. Aquele abraço, o último abraço, foi o mais amável, o mais sincero. Foi um abraço sem palavras, apenas de saudades do silencio e da madrugada.
Eles se olharam fundo nos olhos e nada disseram. Novamente um abraço os envolveu. Os corações batendo forte sabiam o quão era doída essa despedida, sabiam o quão esse amor, ainda vivo, foi profundo e intenso em suas vidas.
Finalmente o longo abraço se desfez,palavras tentaram sair, mas novamente as cordas vocais falharam.
Na esquina ela viu ir embora o homem que mais amou, aquele a quem entregou sua vida e seus sonhos, aquele que a fez feliz por muito tempo. Com o coração em pedaços, respirou fundo e disse:
- Fomos felizes!
Eles se olharam fundo nos olhos e nada disseram. Novamente um abraço os envolveu. Os corações batendo forte sabiam o quão era doída essa despedida, sabiam o quão esse amor, ainda vivo, foi profundo e intenso em suas vidas.
Finalmente o longo abraço se desfez,palavras tentaram sair, mas novamente as cordas vocais falharam.
Na esquina ela viu ir embora o homem que mais amou, aquele a quem entregou sua vida e seus sonhos, aquele que a fez feliz por muito tempo. Com o coração em pedaços, respirou fundo e disse:
- Fomos felizes!
domingo, 10 de abril de 2011
So por estar aqui
E ele dizendo o quanto queria me ver de novo.
Mas a vida é complicada.
E eu dizendo o quanto queria que ele realmente quisesse me ver de novo.
Mas ele é complicado . . .''
Ele: Eu tenho uma proposta pra você..
Ela: É? Qual?
Ele: Que dia é hoje?
Ela: 28 de março.. Por quê? O que isso tem a ver com a proposta?
Ele: No dia 28 de março do ano que vem, quer comemorar um ano de namoro comigo?
Mas a vida é complicada.
E eu dizendo o quanto queria que ele realmente quisesse me ver de novo.
Mas ele é complicado . . .''
Ele: Eu tenho uma proposta pra você..
Ela: É? Qual?
Ele: Que dia é hoje?
Ela: 28 de março.. Por quê? O que isso tem a ver com a proposta?
Ele: No dia 28 de março do ano que vem, quer comemorar um ano de namoro comigo?
sábado, 9 de abril de 2011
Guarde o que foi bOm....Marcelo depois de 4 anos e nenhum encontro
E ficamos nessa indecisão de uma certeza, na negação de uma vontade.
Eu te amo e você me ama,
mas o nosso amor não é o suficiente para nos unir.
Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter.
Preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu.
...
Somos tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro.
Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor...
Mas simplesmente hoje somos apenas distantes."
Eu te amo e você me ama,
mas o nosso amor não é o suficiente para nos unir.
Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter.
Preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu.
...
Somos tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro.
Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor...
Mas simplesmente hoje somos apenas distantes."
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder
Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto.'
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